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sexta-feira, 19 de julho de 2013

NEGRINHO DO PASTOREIO

Minhas Fotos - 2013




Queridos Amigos,

Por aqui  celebra-se   hoje, o “Dia do Amigo”!
Então vou contar para vocês uma pequena história de amizade  entre crianças, adultos (com espírito de criança), animais e amigos imaginários.
História verdadeira!
E aproveitando para reforçar meu carinho por todos vocês! 
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Quando os cavalos corriam desembestados  e sem rumo pelo campo, meu tio debruçava-se na cerca observando!
Com olhar manso  comentava,  ser  o “Negrinho do Pastoreio” galopando os cavalos alheios.
Sempre que os cavalos amanheciam com o rabo trançado, meu tio dizia ser coisas que as bruxas faziam, no silencio das madrugadas.
Numa dessas doces tardes de verão, eu e minha prima cavalgamos até cansar! A gente cavalgava sem arreio nenhum! Em “pelo”!  Explorávamos  cada pedacinho de campo, a galope, sentindo vento no rosto! 
Era maravilhoso!
Deixávamos os cavalos um tanto longe da porteira para não precisar dar explicações.

Numa dessas chegadas, passamos pelo meu tio que andava tranquilamente observando o parreiral, como sempre   sorriu carinhosamente e entramos em casa.
Algum tempo depois titio juntou-se a nós na varanda! Olhou-me profundamente depois correu os olhos para minha prima e falou: - Viram os cavalos?
Respondemos juntas: - Não!
Meu amado tio desviou mansamente o olhar, fitou o horizonte por algum tempo e disse baixinho, como se estivesse falando para ele mesmo: “Hoje o Negrinho deu um suador nos cavalos”!
Eu e minha prima nos olhamos, arregalando os olhos para segurar o riso!

Hoje, tenho certeza que meu tio sabia de nossas peraltices, porém sua doçura era tão grande que preferia deixar a gente pensar que conseguia enganá-lo!  Sabedoria!  

Eu amava meu tio! 
Adorava cavalos!
Ainda é meu bicho preferido!
Mas confesso, não sei até hoje como a cauda dos cavalos amanhecia trançada.
Alguém sabe me dizer?

Beijos!
Jossara Bes.  

terça-feira, 16 de julho de 2013

PALAVRAS

Minhas Fotos - 2013



Oh! Palavras!
Que por vezes somem, desaparecem!

Sem palavras, não sei de mim, não sei das flores,
E do sonhar!

Sonhar que se embala na estrela mais brilhante
Onde meu olhar se aquieta, se aninha!
Recolhendo encantos que pairam nas
pétalas que voam ao vento!
Ouvindo  o eco do mantra da
vida pulsando nas partículas
invisíveis que gotejam a essência do universo!

Oh! Palavras!   


Beijos!
Jossara Bes.


sexta-feira, 12 de julho de 2013

EU SABIA TANTAS COISAS

Minhas Fotos - 2013 - Flor de Sete Capotes





EU SABIA TANTAS COISAS

Eu sempre soube que o mundo era redondo, pois meu mundo era um circulo rodeado de montanhas.
Montes verdes, que guardavam o sol e traziam a lua!
Meu mundo era recortado por estradinhas poeirentas, das quais meus pés conheciam pedra por pedra!
Meu mundo era largo! Da largura do horizonte alaranjado dos  finais de tarde!
Das montanhas do meu mundo, eu sabia de cada pé de guaiava, pitangueira, araticum, guabiroba, uvaia, sete capotes, amora, guamirim e tantas outras!
Eu sabia o nome de cada pessoa que ali vivia!
Ah! Eu sabia tantas coisas!

Eu sabia que chá de marcela morno, era bom para os males do aparelho digestivo, e bem quente  misturado com gemada, tomado antes de dormir, curava qualquer resfriado.
Para qualquer pancada, inclusive as provocadas por papai,  aplicava-se compressas com salmora.
Quando a “coisa era muito  feia”, as garrafadas de ervas em infusão na cachaça entravam em cena.
Cortes, e olha que teve alguns de arrepiar! Bastava colocar banha de porco e pronto, cicatrizava tudo!
Ah! Eu sabia tantas coisas!

Para outros males que eu nem sabia o nome, pois só quem sabia de tudo era vovó Ziroca. Minha avó paterna. Benzia com ramos verdes, água pura e por vezes cortava os “males” com uma tesoura.
***Ela não me benzia, porque eu não conseguia ficar sem rir. Ela tomava como desrespeito, mas na verdade eu só achava engraçado!
Vovó fazia vinho ferrado. Tomei  isso durante toda minha infância, pois eu era muito “miudinha”.
Na verdade minha  vó era a “médica” da vila, além de parteira, sabia curar as pessoas apenas com ervas, Pai Nossos e Ave Marias!
Ah! Eu sabia tantas coisas!

Eu sabia, que em alguns dias do mês minhas irmãs mais velhas não podiam tomar banho no rio. Isso era um mistério!
Eu sabia que quando um galo cantava fora de hora, uma moça estava sendo roubada de casa!
Ah! Eu sabia tantas coisas!

Eu sabia que se  a tempestade viesse forte, uma cruz feita com sal na mesa da cozinha dividia a força da ventania pela metade, porém houve um dia que não resolveu, e o pinheiro partiu nossa casa ao meio!
Ah! Eu sabia tantas coisas!

Eu sabia carregar (municiar) os cartuchos da espingarda do meu pai, também sabia atirar com ela!
Eu sabia fazer bodoque com forquilha de marmelo e borracha de pneu!
Sabia fazer arapuca para pegar passarinho!
Ah! Eu sabia tantas coisas!

Eu sabia andar a cavalo sem arreio nenhum!
Sabia represar o riacho para que ficasse mais fundo!
Sabia onde a água era boa para beber!
Ah! Eu sabia tantas coisas!

E todas essas coisas, são apenas algumas das coisas , de todas as coisas que eu sabia!
Coisas que aprendi nos primeiros 11 anos de minha vida!
Ah! Eu sabia tantas coisas,
que hoje nem sei pra que servem as coisas que eu sabia!


Beijos!
Jossara Bes.

terça-feira, 9 de julho de 2013

MINHA CEREJEIRA

Minhas Fotos - 2013




No jardim da mãe do meu vizinho tem um pé de cerejeira japonesa.
Sempre que floresce, enche meus olhos de encanto e  meu coração de poesia!
Quando eu passava em  frente a casa, comentava do meu fascínio pela árvore cor de rosa.
Certo dia, meu vizinho presenteou-me um “filhote” da árvore encantada.
Sim um filhote, pois nasceu da árvore da mãe dele.
Fiquei muito feliz!

Demorou algum tempo, e a cerejeira  floresceu!
Linda! Fascinante! Cor de rosa!

Minha árvore encantada!

Para encantar quem  admira-la!
Enchendo os olhos de sonhos e o coração de poesia!



Beijos!
Jossara Bes.